9 de outubro de 2006

Uma contribuição poética a fim de movimentar as engrenagens do pensamento

Recôncavo das sombras

Na escuridão veemente
De buracos tortos,
As sombras em seu oposto
Vagam pastoris por vales sem céu.

Ocupam toda ausência
E se obscurecem na míngua lua abrilhantada
Que antecede cada flerte imberbe
No resvalar da longitude iníqua.

Em cada lar transeunte,
Suas faces ocultas
Riem-se lágrimas paradoxais
No caminho em mar desfeito.

E no esconderijo de cada pensamento
Suas vozes eclodem em erosão
Quando repetem nomes nunca ditos.

Assim, na falácia dos verbos incompreendidos
E no círculo da poesia inconclusa,
Jazem moradas em corrupta solidão.
Fábio Santana



4 comentários:

Poemas e Cotidiano disse...

Fabio:
Parabens pela ideia do seu Blog. Esse eh um mundo muito interativo, onde encontramos Blogs interessantes, e podemos conhecer muitas pessoas interessantes.
Tao linda sua poesia.
O fim "jazem moradas de corrupta solidao", fechou com chaves de ouro.
Um abraco meu amigo!
MARY

Poemas e Cotidiano disse...

PS: Voce deveria adicionar um email no seu Blog.

Fábio Santana disse...

Legal o toque, vou pensar nisso!
Um abraço!

Anônimo disse...

intiresno muito, obrigado